segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Receita para amar


Esses dias recebi um texto, pela Internet, até bem interessante, intitulado "Aprenda a amar".

Devo confessar que concordei com as colocações ali feitas pelo autor. Vou sintetizá-las:

- é preciso aceitar o outro como um "caminho"(eu diria, oportunidade) para o crescimento;
- conviver com alguém que amamos é o mesmo que comprar um grande espelho da alma, no qual cada um dos nossos movimentos é mostrado sem a mínima piedade. Essa imagem refletida, em vez de fazer-nos encarar o problema de frente, incita-nos à fuga, à quebra do espelho (e fazemos isso ao fugirmos das intimidades, culpando o outro, não aceitando quem realmente somos etc.);
- viver com quem se ama não é apenas uma oportunidade de conhecer o outro, mas a maior chance de entrarmos em contato conosco mesmos;
- o único jeito de amar é buscar a sinceridade (e aí nada de fórmulas e estratégias pra "agarrar" o ser amado, fórmulas essas tão divulgadas em revistas femininas), a espontaneidade.

Tudo isso é verdade e lembra-me de uma conversa com uma amiga que há anos busca o amor... O que me chamou a atenção, no entanto, foi o título: "Receita para amar". E fico me perguntando? Existe uma receita para amar? Existe uma receita para manter o casamento feliz e duradouro (ou seria melhor dizer duradouro e feliz????)? Se existe, por que tantos divórcios? Por que tantos casamentos frustrados e infelizes??? Por que tanta gente solitária???

Quando penso em uma receita, só me vem à cabeça uma ideia: vontade. Acho que, para se manter um relacionamento feliz, é preciso haver vontade. Vontade de ambas as partes. Quando existe a vontade de cultivar um relacionamento feliz e essa vontade se transforma em ação, acontece.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Deixa a vida me levar????


Conversando com um amiga, ouvi uma colocação que ficou martelando minha cabeça. Ela se referia a alguém que, apesar de ter vivido a incrível experiência de conhecer o mundo inteiro, não tinha aprendido nada com isso. Nossa conversa levou-me a refletir em como podemos viver toda uma existência e, mesmo assim, não crescer, não amadurecer, não aprender a compreender e aceitar aqueles que estão ao nosso redor (que dirá os que estão mais longe!!!).

Viajar proporciona ao viajante a oportunidade de conhecer outros povos, outra cultura, outro modo de vida. A gente percebe quão ímpares somos! Mas nem por isso podemos exigir que os outros sejam como nós. Imagine um mundo onde todos tivessem o mesmo temperamento, pensassem exatamente a mesma coisa, tivessem todos a mesma reação? Seria cinza! Sem cores.... Não haveria a riqueza das diferenças, dos pontos de vista contrários que, quantas e quantas vezes, levam-nos a refletir se o nosso (ponto de vista) é o mais acertado. Não vou nem falar em certo e errado. Não que eu ache que sejam conceitos relativos; muito pelo contrário. Estou me referindo àquela ideia que temos de que o meu modo de pensar (e viver) é melhor do que o do outro. Refiro-me a sentir a vida de forma diferente, ao modo como cada um de nós age e reage diante das multifacetadas situações que vivemos.

Os conflitos, as diferenças não deviam nos afastar e, sim, nos aproximar. São exatamente eles os catalisadores do nosso crescimento (emocional) e amadurecimento. Mas já repararam como temos a tendência de afastá-los? Em vez que "administrar" a situação, queremos é fugir dela. Seria essa a razão de tantos divórcios? De tantos filhos rompidos com seus pais? De tantos pais intolerantes? De tantos irmãos desunidos?

Talvez por isso me sinto incomodada quando ouço uma música cujo refrão diz assim: "Deixa a vida me levar". Quando a vida me leva, não traço alvos, metas, objetivos. Quando a vida me leva, não sou eu quem escreve a minha história (com minhas escolhas e decisões). Fico apenas a ermo, navegando sem destino, embalada pelas ondas... o tempo passa e nada é construído. Não construo relações verdadeiras nem vínculos duradouros. Vou passando pela vida sem deixar marcas. E quando chegar a hora da minha partida, ninguém sequer sentirá minha falta! Afinal, deixei a vida me levar, em vez de viver a vida.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bem, vou começar pelo começo... Parece redundância, né? Mas, vamos lá.
Fiquei pensando um tempo desses sobre esta nova moda: ter um blog. Aí fiquei me indagando: por que eu? Não sou jornalista nem exerço uma atividade profissional que me imponha tal necessidade. Também não gosto de expor minhas particularidades. Então, ter um blog é algo totalmente desnecessário para mim. Mas, ultimamente, um velho hábito tem tomado conta dos meus pensamentos: escrever. Escrever o quê? Qualquer coisa. Sobre as pessoas que observo na minha caminhada diária, o valor das verdadeiras amizades, relacionamento, natureza... ou nada em especial. Apenas "publicar" pensamentos e reflexões (ou eu deveria dizer reflexões e pensamentos, pra combinar com o título que dei ao blog?). Daí, resolvi finalmente criar um blog.
Não esperem nenhuma leitura científica, política, analítica, intelectual etc. Serão apenas elucubrações (segundo o dicionário, reflexões de cunho pouco realistas); ou seja, "abobrinhas".